O Ministério Público do Trabalho (MPT) recebeu 674 denúncias de assédio eleitoral nos primeiros 20 dias de outubro de 2026, uma média de 34 por dia. O levantamento citado pela CNN Brasil considera registros até as 12h24 de 20 de outubro. De janeiro até aquela data, o total chegou a 1.492 denúncias.

O assédio eleitoral ocorre quando alguém usa coação, intimidação, ameaça, humilhação ou constrangimento relacionado às eleições para tentar influenciar o voto, o apoio ou a manifestação política de trabalhadores. Pode acontecer no local de trabalho ou em outros ambientes ligados ao trabalho, presencialmente ou pela internet.

Entre as situações que podem configurar assédio estão ameaçar demissões ou mudanças nas condições de trabalho conforme o resultado eleitoral; pressionar trabalhadores em reuniões; distribuir propaganda política; impor o uso de roupas ou símbolos de campanha; retaliar quem manifesta preferência política diferente; ou organizar escalas de modo a dificultar que determinados trabalhadores votem. A reportagem também cita como exemplos exigir que a pessoa informe sua seção eleitoral ou filme o momento do voto.

As denúncias de outubro já superavam as 552 registradas em setembro de 2026. Para comparação, em outubro de 2022, mês das eleições gerais daquele ano, foram contabilizadas 2.641 denúncias. No acumulado de janeiro a outubro de 2026, São Paulo liderava o número de registros, com 252, seguido por Minas Gerais (165), Rio de Janeiro (129) e Paraná (119).

O MPT atribuiu o aumento, segundo declaração à CNN do procurador do Trabalho Igor Sousa Gonçalves, possivelmente tanto à polarização política quanto às campanhas de conscientização realizadas em conjunto com instituições da Justiça Eleitoral e do sistema de Justiça do Trabalho.

O órgão recebe denúncias inclusive de forma anônima, pelo site do Ministério Público do Trabalho ou pelas ouvidorias dos Tribunais Regionais do Trabalho. A CNN informou que o MPT manteria plantões presenciais em suas unidades durante o segundo turno.

Fonte: CNN Brasil