Presidente também rebateu críticas aos gastos do governo federal
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que não aceitará o tarifaço proposto pelos Estados Unidos por “dignidade e respeito ao trabalhador brasileiros”. A declaração ocorreu durante a abertura do Conselhão, no Palácio do Itamaraty.
Lula disse ter solicitado estudo sobre quanto ganha um trabalhador dos Estados Unidos para comparar com a realidade brasileira. A intenção do presidente é evidenciar que os americanos não possuem o direito de taxar o Brasil por práticas comerciais desleais e comercialização de produtos feitos com trabalho forçado.
“Quero saber quais são os direitos que os trabalhadores americanos têm para um tal de diretor financeiro impor multa”, disse.
Lula também afirmou ter uma reunião marcada com Claudia Sheinbaum, a presidente do México. O petista conversa com ela a sobre a ascensão da extrema-direita mexicana.
Ele relembrou as jornadas de Junho de 2013 e disse que a extrema-direita tirou proveito da “quebradeira” para fazer o impeachment de Dilma Rousseff e eleger um presidente da República. “No México está acontecendo o que aconteceu aqui em 2013 […] Eu acho que isso tem o dedo de alguém. E talvez nem seja mexicano”, afirmou Lula.
O presidente também usou o microfone para criticar o mercado financeiro, citando a Avenida Brigadeiro Faria Lima — polo de negócios brasileiro. Para Lula, são infundadas as críticas que recebe sobre os gastos e as dívidas públicas. “Tudo que a gente quer fazer pro pobre, aparece alguém falando ‘isso gasta muito’. Ninguém pergunta quanto custou não fazer o que era para fazer na hora certa”, disse.
Lula participa nesta quarta da abertura da 7ª Reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico, Social e Sustentável (CDESS), mais conhecido como “Conselhão”, realizado no Palácio Itamaraty. Criado no primeiro mandato do petista, o grupo é composto por integrantes da sociedade civil e debate políticas públicas e diretrizes do governo.
Fonte: Portal Terra
10-06-2026